Deixando para Depois
Fagulhas de racionalidade brilham, tênues, na brutal rotina do adulto funcional.
Au, au, au... eu tô passando mal, passaram uma borracha no meu córtex cerebral.
Escrevi um poema. Vinte minutos lutando com palavras, e quando terminei achei tudo uma porcaria. Decidi então jogar o papel no lixinho do banheiro; talvez essa fosse, no fim, a única função do poema; lixo tirado, banheiro impecável e eu só espero que o coletor, aquele que sempre vem às três da manhã revirar o lixo, não encontre aquela merda lá.
Nunca torci tanto pra que alguém, por puro acaso, fosse analfabeto.
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