Deus
Sempre imaginei Deus como uma mulher - talvez uma balzaquiana de unhas compridas e pintadas de vermelho.
Ela fica ali de trás de uma moita, tomando seu vinho caro e fumando um cigarro infinito. Sua existência se resume a instigar o ser humano a viver como se não houvesse amanhã. Deus mata cedo quem não vive assim.
Cansada de tanto puxa-saquismo de sua criação, se diverte ao deixar vivo por mais tempo àqueles que seguem sua vontade de viver loucamente enquanto jovens, simplesmente para degustar o sofrimento e gargalhar alto daqueles que levaram uma vida desregrada e norteada pelo falso livre-arbítrio.
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